Sales Popup
Surat, Gujarat
6 hours ago

ESG: Qual sua importância?

Você já ouviu falar em ESG?  Apesar de ser um termo que ganhou alta há alguns anos, o surgimento do conceito data desde a década de 1970, trazendo uma evolução  do acompanhamento de sustentabilidade das organizações.

ESG significa environmental, social and governance, ou, em português, “ambiental, social e governança”. 

O termo é usado para trazer de maneira específica o quanto uma organização procura reduzir danos ao meio ambiente, de forma sustentável e simultaneamente com as melhores práticas administrativas.

Neste artigo, você conhecerá mais sobre o que é ESG, exemplos de ações que as empresas podem colocar na prática, iniciativas referências e muito mais. Aproveite!

Por que olhar para ESG?

Cada vez mais nos estudos, temos que empresas que fazem o bem com o meio ambiente, com sua força de trabalho e com comunidades se saem melhor financeiramente.

A IFC (International Finance Corporation) analisou recentemente o desempenho de 656 empresas em seu portfólio e concluiu que as empresas com bom desempenho ambiental e social tendem a superar os clientes com pior desempenho ambiental e social em 210 pontos base (BPS) no retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) e em 110 pontos base no retorno em ativos (ROA.)

É assim que o ESG entra de uma maneira de mensurar todo impacto positivo que as empresas trazem, de maneira coerente. 

Na prática, consiste em três critérios que medem os impactos sociais e ambientais de um investimento em uma empresa e sua gestão.

Além disso, a sigla também expressa a utilização em investimentos que levam em conta critérios de sustentabilidade com o meio ambiente, a sociedade e a própria administração, e não só índices financeiros. 

Assim, para aplicar dinheiro em determinado negócio, os investidores e investidoras interessados observam também fatores ambientais, sociais e de governança da organização.

Entenda melhor o significado de cada letra que compõe a sigla ESG:

  • Environmental (ambiental): diz sobre as práticas da empresa sobre a conservação do meio ambiente. Isso inclui a sua atuação sobre assuntos como a poluição do ar e da água, o aquecimento global e a emissão de carbono na atmosfera, o desmatamento, a escassez da água, dentre outros.
  • Social: relacionado com a maneira como a empresa lida com as pessoas que fazem parte dela e com a comunidade do seu entorno. Isso envolve proteger os dados dos clientes, apoio para os stakeholders, ações para educação.
  • Governance (governança): a governança tem relação com a administração da empresa e da sua conduta corporativa, a relação com governos, a existência de um canal de denúncias e ações práticas para ética.

Por que o ESG tem ganhado destaque?

A sigla ESG tem ganhado destaque entre empresas, já que a sociedade valoriza negócios que respeitam o meio ambiente, as pessoas e uma boa gestão.

São exigências que refletem o comportamento e valores das novas gerações, como a geração Z, que cada vez mais priorizam o consumo de marcas transparentes e responsáveis. 

Por conta dessa percepção de mercado, as pesquisas têm mostrado que negócios que seguem boas práticas ambientais, sociais e de governança são mais estáveis e podem trazer mais lucratividade no longo prazo. 

ESG na prática

Ambiental
  • Desenvolver embalagens recicláveis, ou que utilizem menos plástico;
  • Logística reversa para embalagens;
  • Usar energias limpas e renováveis, que não emitam poluentes, como a eólica e a solar;
  • Fazer a destinação correta de resíduos e efluentes.
Social
  • Trazer ambiente aberto para mulheres conciliarem carreira e maternidade,
  • Apoio para diversidade dentro da empresa;
  • Oferecer condições justas para todos stakeholders;
  • Privilegiar o diálogo entre colaboradores e líderes;
  • Realizar projetos sociais com a comunidade local;
  • Promover ou patrocinar eventos culturais e sociais.
Governança
  • Ter um conselho administrativo que priorize membros que não são contratados pela empresa;
  • Ações para remover conflitos de interesse;
  • Contratar fornecedores e colaboradores terceirizados que tenham integridade;
  • Ter uma hierarquia bem definida, com cargos e funções determinados;
  • Ter transparência, tornando públicas acessíveis.

Cases de Sucesso em ESG

Malwee

Desde 2007 a marca preocupa-se com a compra de maquinários em sua produção que reduzem consideravelmente o gasto de água, de maneira que seguem firmemente o propósito da marca e não só os retornos financeiros.

É uma tendência mais “slow” e menos “fast” fashion.

Com mais de 5.000 funcionários, a empresa entrega peças a lojas multimarcas em 24.000 pontos no Brasil e tem 82 lojas próprias.

Desde a fundação, em 1968, a marca tenta fazer diferente no setor têxtil, sendo um dos mais poluidores.

A fabricação das peças consome 25% menos água hoje do que há uma década, sendo utilizada mais de uma vez.

Além disso, lançou um jeans feito a seco e vem pesquisando propriedades amaciantes do cupuaçu para substituir produtos químicos.

Loft

A Loft traz uma visão de aproximação com os princípios do ESG desde seu modelo de negócios: reformando imóveis antigos para ter mais chance de conquistar o cliente.

Assim, além de garantir vida nova a regiões das metrópoles brasileiras, das construções mais antigas, a reforma minimiza a poluição gerada pela demolição desses imóveis.

Desde 2018, a empresa evitou a construção de 90.000 metros quadrados de imóveis, equivalente a um shopping center de grande porte.

Mesmo que as reformas tragam suas dificuldades ambientais, a empresa diz reaproveitar 90% dos materiais descartados dos imóveis antigos seguindo boas práticas de logística reversa.

Além disso, por atuar num setor  burocrático — os setores de aprovação de imóveis nas prefeituras brasileiras são grandes focos de corrupção — a liderança da Loft segue regras rígidas de transparência.

Ambipar

A Ambipar é uma empresa de gestão ambiental que valoriza o valor que o lixo possui.

Seu modelo de negócios é ajudar outras empresas, como indústrias e varejistas, a dar algum destino correto aos materiais descartados, um dos princípios da chamada economia circular.

Foi em 1995 em Nova Odessa, no interior paulista, como um negócio de compostagem de restos de fábricas de papel e celulose da região que a Ambipar surgiu.

Foi pioneira no Brasil a ganhar dinheiro com uma espécie de logística reversa, onde a função principal é desmontar equipamentos como aparelhos celulares antigos ou computadores fora de linha e revender as peças para indústrias dispostas a usá-las na linha de produção.

Hoje, trabalham com dois modelos de negócios, chamados de Environment e Response.

O Environment compreende os serviços de coleta, transporte e revenda de produtos descartados e o Response é uma unidade dedicada a resolver emergências dos clientes, como desastres ambientais com produtos químicos.

E qual o seu papel no meio disso tudo?

Não há volta para sustentabilidade, assim como há volta para transformação digital dentro das organizações. É algo que precisa fazer parte da evolução de todo negócio desde o início

Bons exemplos como esses continuarão sendo cada vez mais comuns no mercado com transformações que acontecem de dentro para fora, de maneira coerente e consistente e que vem da cultura da empresa e percorre toda sua operação. Hoje sua empresa está fazendo parte desse movimento?

Se você respondeu não para a pergunta acima, é hora de começar a rever o que é prioridade na sua organização!

Deixe um comentário

Os comentários precisam ser aprovados antes de serem publicados